Mortes, Sofrimento e Crise Climática Normais na Política
Mortes, Sofrimento e Crise Climática Normais na Política
Fonte: FacebookCrise Climática
A tolerância assustadora da classe política em
aceitar a crise climática como normal é inaceitável, diante de um verão europeu escaldante,
fenômenos climáticos assombrosos e o mês de agosto mais quente da história, sem
falar dos desastres do Super El Nino.
Isto nos
leva a pensar na parábola do sapo na água fervente. Como o sapo, estamos aqui flutuando
em grandes panelas da marca Tramontina, tamanho família, maravilhados com a
temperatura amena da água, mas reclamando que vamos ser cozinhados.
O desastre
de Porto Alegre e outros registrados no país, assim como as advertências da
comunidade cientifica não serviram de lição e a destruição ambiental dos biomas nacionais continuaram como sempre nos últimos anos, apesar de uma redução nos
últimos dois anos.
É preciso
se criar neste país uma cultura contra a violência, que deve começar com a
violência contra a Natureza. Quando se é violento contra a Natureza, se é
violento contra a vida humana, violento contra as mulheres e assim por diante.
Nossos
parlamentares, no Congresso Nacional, usam verbas do um Orçamento Secreto, que
poderiam ser destinadas à educação e outros projetos ambientas. Quantos deles
fizeram isto? Quantos deles usaram estes recursos para financiar pesquisas nas
universidades e escolas para se ter estas informações?
Neste
sentido, é preciso que cada eleitor busque informações de seu deputado federal
ou estadual, que geralmente desaparece quando eleito. Se ele desapareceu e não ofereceu
informações do que fez em relação às atividades climáticas, não merecem seu
voto.
O site
Virada Parlamentar-Farol Verde do Congresso Nacional mostra a relação dos
políticos favoráveis e contra uma agenda socioambiental no país, por partidos e
Estados. Enquanto o Deputado Federal, Chico Alencar, foi escolhido como o
grande defensor desta agenda, a grande maioria de parlamentares da direita e
extrema direita é contra.
Do lado dos
governadores, quais candidatos estão apresentando um projeto ambiental
consiste, o mesmo acontecendo com os candidatos a presidente. Informações do
Observatório do Clima indicam que a “maioria dos presidenciáveis ignora
urgência da crise climática e ambiental”.
O programa
de governo do presidente Lula, registrado no TSE, foi considerado consistente
em relação às mudanças climáticas e emergências nacionais, enquanto os
programas dos demais candidatos ignoraram a urgência do tema.
A crise
climática não é normal. É o resultado de anos de destruição ambiental,
permitida pela classe política. A exploração gananciosa de nossas florestas,
queima de carvão e combustíveis fósseis levaram a esquentamento do planeta de
forma nunca registrado.
Segundo a
Organização das Nações Unidas (ONU), o fenômeno climático El Niño está se
intensificando drasticamente diante de nossos olhos, agravando eventos
climáticos extremos em todo o mundo. Na Inglaterra, o governo pediu que a
população se prepare para sobreviver alguns dias sem água e energia, oferecendo
apoio financeiro para isto.
Meteorologistas
preparam-se para o maior El Niño dos últimos mil anos, prevendo incêndios
florestais e inundações em diversas partes do globo, além da ameaça de um verão
escaldante, enchentes e tempestades no Sul e um inverno chuvoso e tempestuoso no
Norte.
Desprezo pela Morte
Desprezar a
morte dos que estão aí morrendo e o sofrimento dos soterrados também não deve
ser visto como normal. Mais de 500 mil pessoas já morreram este ano no mundo enfrentando
a crise climática. Só na França morreram quase seis mil pessoas com o calor
escaldante.
Que
registro temos disto? Parece que nenhum. Para se criar uma cultura contra a
violência temos que registrar o desprezo pela morte. Temos que mostrar
os responsáveis por isto. Temos que registrar isto como um dos maiores
desleixos e irresponsabilidades das autoridades.
Não vamos
deixar que aconteça agora, o que aconteceu durante a Pandemia da COVID-19,
quando quase um milhão de pessoas morreram sem deixar registro de nada. Temos o
registro e divulgação de quem imitou os entubados, mas deles em si nada se
sabe.
Nos Estados
Unidos, que registrou um número maior de mortes, não é difícil encontrar
registros das últimas palavras dos mortos durante o sofrimento da Pandemia.
Aqui, a morte foi registrada como normal, e não registramos as últimas palavras
dos mortos.
Algumas
palavras devem ter sido pronunciadas pelos que morreram ou vão morrer por
afogamentos, por temperaturas escaldantes ou soterramento. Não se trata de uma morte
normal, mas de uma morte provocada pela violência contra a Natureza.
É duro ler
os registros das últimas palavras dos mortos – profundamente comoventes,
devastadores na intimidade e profundamente humano. É o registro de momentos
horríveis quando se tem de morrer sozinho. São mortes que devem ser lembradas e
memorizadas.
Esquecidos
na Pandemia da COVID-10, o registro das últimas palavras dos mortos durante o
El Niño deve ser feito para mostrar uma realidade cruel, vista pela classe
política como normal, ofuscando a violência.
Um padrão
de chuvas torrenciais potencialmente perigosas está se formando no Brasil e em
várias partes do mundo nos próximos dias. Muitos morrerão e é preciso que se
deixe o registro das últimas palavras deles.
Por fim, o
iminente El Niño de "Super-Tamanho" causará caos e muitas mortes em
todo o mundo e não estamos preparados para isto. O momento é oportuno para você
pensar qual candidato merece seu voto.

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